Cronenberg é conhecido pelos seus gores,decapitações e etc.Mas desde de 2002 até agora se mostra um diretor que usa a violência,mas também investe no drama dos seus personagens.
Nos aspectos técnicos não é o local em que o filme se destaca,Cronenberg não chama a atenção nos movimentos de câmera ou em logos planos,mas é estremante eficaz em pesar como um Plano onde a Havana Segrand(personagem da Julianne Moore)está gritando e une esse plano com risos de uma cena de filme que a sua mãe fez parte.
É o Raccord(a ligação entre um plano e outro)diz que,todo o filme tem algo a ensinar.
Quando se fala de A Dama de Shangai logo vem a cabeça a sequência dos espelhos,mas o filme do Orson Welles vai muito além disso,tem a direção sempre espetacular do Welles e a fotografia do Charles Lawton Jr.
Notem como o figurino na mostra a característica dos personagens,quando somos apresentados a Elsa(personagem da Rita Hayworth)vemos ela com um vestido branco com alguns toques de preto nos informando que ela não é essa pessoa santa que aparenta ser.
Na cena em que Elsa e Athur estão discutindo sobre a defesa do Michael,a medida em que a cena fica mais tensa entre ele o plano começa a fica da vez mais fechado.
Sem contar na Fotografia que as vezes banha o personagem do Michael no escuro....
Cinzas no Paraíso é um filme de 1978 escrito e dirigido pelo Terrence Malick,que só viria voltar 20 depois,no Oscar de 79 o filme ganhou melhor fotografia e sem duvida nenhuma ela é o ponto alto do filme.
O Diretor de Fotografia Néstor Almendros consegue trazer um viés clássico que até então só foi conseguido pelo Gordon Willis no Poderoso Chefão 1 e 2 e até filmando algumas cenas com câmera na mão para criar um clima documental.
Junto com o Designer de Produção da Patricia Norris consegue recriar com nos figurinos a época em que o filme se passa.
A Árvore da Vida pode ser:um filme sobre a existência(ou inexistência)de Deus,pode ser um filme sobre a perturbada relação de Pai e Filho,pode ser um filme sobre um irmão que não supera a morte do irmão novo,pode ser tudo isso,mas também pode ser a obra prima do Malick.
Eu só não digo que a Árvore da Vida tem a melhor fotografia do cinema,porque O Mestre do Paul Thomas Anderson supera,vejam os enquadramentos,a composição das cenas,o uso de Steadicam(uma câmera que fica grudada no corpo do operador de câmera que ao invés do Travelling,não precisa de trilhos,um exemplo de Steadicam é o começo de Boogie Nights).
Além disso o Malick não está preocupado em trazer um história coerente,não é a toa que a montagem do filme,utiliza de Jump Cuts(é um corte que quebra a continuidade de tempo),até(de novo nos aspectos de direção)de lentes grande angulares(que deforma os cantos dos planos).
A Árvore da Vida por mais que você ache chato e sem sentido, é uma nova forma de se fazer cinema.
Mal acabou a segunda guerra e o Rossellini fazia a sua obra prima,como o próprio gênero já diz,neo-realismo italiano,pode se dizer que os filmes era quase documentais,se não fosse obvio a ficção.
Como o nome já diz,neo realista,você não vai ver:grandes movimentos de câmera,uma excelente fotografia,uma montagem que salte aos olhos,não...Até porque o que marca esse gênero é como os personagens do filme se dão no tempo da ocupação nazista em roma.
1950 foi a época da metalinguagem,tivemos Crepúsculos do Deuses e A Malvada,dois filmes que dialogam muito com o cinema.Tudo bem que o Filme tem uma reviravolta,tem aquela coisa de duas pessoas fazerem narração em off(coisa que o Scorsese vai usar em os Bons Companheiros e Cassino) e a atuação da Bette Davis.
Em certo momento a Margo(personagem da Bette Davis)chega atrasada na audição da peça e descobre que ela vai ser substituída pela Eve(Anne Baxter)vemos que no final da cena,temos Um Plano geral em um angulo de cima pra baixo e deixando a Margo no lado direito da tela,mostrando como ele se sente sozinha.
E o uso da luz no filme é importante,o Addison DeWitt o "vilão"do filme, o chapéu dela faz uma sombra sobre a sua testa mostrando o lado mal dele e sem contar que como estamos no cinema clássico,é bastante utilizada a High Key(uma luz muito clara que elimina as sombras)quando faz closes nos rostos das atrizes,usado para deixar elas mais bonitas.
Sem Metrópolis não existiria os blockbusters de hoje,um pouco obvio falar isso,mas é sempre bom relembrar que o filme do Fritz Lang possui técnicas de linguagem e efeitos visuais incríveis até hoje.
Várias fusões(consiste na passagem gradativa de uma imagem para outra,as fases usadas para dar uma passagem de tempo ou comunicar uma ideia)mas nunca é gratuito,o Metrópolis é um filme que tem bastante influência do Expressionismo Alemão,então as fusões são basicamente o que o personagem principal vê naquela cena.
Na parte da iluminação,notem que quando a maria está presa na casa do Iventor,aonde a Maria está posicionada a iluminação forma uma espécie de grade sobre ela.
Sem contar no inicio do uso de travelling,(quando a câmera se desloca sobre o espaço)planos subjetivos(quando vemos o que acontece pelo visão do personagem)stop motion,etc.